A agenda está mais leve do que você gostaria. E a consciência mais pesada. Você sabe que o Instagram poderia ajudar a preencher. E toda semana começa com a mesma intenção: essa semana eu posto.
Só que entre o primeiro atendimento e o fim do dia, 8 horas passam com você sentada, de paciente em paciente, com a cabeça inteiramente no procedimento ou nas outras tarefas do consultório. Quando o consultório fecha, ainda tem as obrigações de casa. A energia para sentar na frente de uma tela e pensar no que escrever não está mais lá, e tampouco deveria estar. Você merece usar o tempo fora do consultório com as pessoas que ama, não produzindo conteúdo.
Quem tentou resolver o problema já passou pelas mesmas tentativas. A agência mandou arte de "Dia do Dentista" que poderia ter sido postada por qualquer um dos 415 mil dentistas do Brasil no mesmo dia. A ferramenta de template resolvia o design mas não resolvia o texto, que ainda era sua responsabilidade escrever. O ChatGPT gerou algo, mas era genérico o suficiente para qualquer dentista publicar, sem estratégia para ser encontrado pelo tipo de paciente que você quer atrair, sem otimização para aparecer na sua cidade e sem a sequência que leva o paciente do status de desconhecido até confiar em você e querer agendar. Antes de publicar, você reescreveria tudo. Então não publicou.
O resultado é um perfil que existe mas parece abandonado. O último post tem três semanas ou mais. A paciente que chegou no seu Instagram percebeu isso e foi olhar o perfil da colega do bairro, que aparece toda semana, fala sobre exatamente o que essa paciente precisa saber, e vai ser lembrada quando ela decidir agendar. Enquanto você ainda está pensando em quando vai ter tempo para postar.